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Praia de Copacabana: eventos no espaço público

Dissertação de Mestrado Strictu Sensu sobre a Praia de Copacabana e os eventos urbanos que são realizados em seu espaço público.
Resumo: Enquanto participamos de eventos em espaços públicos, não somos treinados a observar toda adinâmica econômica e socioespacial em que estamos envolvidos, assim somos facilmente contagiadospor nossas emoções e pelos prazeres que regem nossas experiências no espaço urbano. Nosso estudoestá direcionado à pesquisa de eventos em espaços públicos urbanos; a Praia de Copacabana foiescolhida como estudo de caso. Analisaremos o contexto econômico na condição pós-moderna e aforma como este local está inserido nesta dinâmica, estudando os conceitos de Marketing Territorial, deimagem, marca e visibilidade. Compreenderemos o processo que transforma eventos no espaço públicoem produto cultural a ser usado pelos segmentos de comunicação e publicidade e transmitidos peloscanais de mídia. Através do estudo da construção do espaço urbano da Praia de Copacabana, proporemos uma abordagem que articula a morfologia urbana às práticas sociais. Analisaremos oselementos urbanos da Praia de Copacabana e três eventos ocorridos em seu espaço público. Sob a luzdo referencial teórico-metodológico adotado, compreenderemos as relações morfológicas que searticulam às atividades sociais durante a realização dos eventos. Deste modo, observaremos amorfologia urbana deste lugar sob a dinâmica da realização dos eventos, sugerindo uma nova dinâmicade usos temporários em seu espaço público urbano Link para visualização do texto completo com imagens, mapas, histórico e diagramas: http://pt.scribd.com/doc/114217666/Praia-de-Copacabana-Eventos-no-Espaco-Publico

News & opinion / Notícias e opinião

Compartilhando com vocês duas pequenas participações minha na reportagem sobre possíveis transformações urbanas para a cidade do Rio de Janeiro.

Seguem os links:

http://oglobo.globo.com/rio/uma-paisagem-urbana-dos-sonhos-4054999
http://oglobo.globo.com/rio/arquitetos-urbanistas-criticam-estetica-dos-predios-que-surgem-na-cidade-nova-2687633





Abraços
Fagner

Archiprix International Competition

O Trabalho Final de Graduação (TFG) "Fixos e Fluxos: Potencialidades de um vazio urbano" foi selecionado para competir no Archiprix 2011, um concurso internacional que premia os melhores projetos de arquitetura, urbanismo e paisagismo, desenvolvido por graduandos. Este é o terceiro trabalho a representar a Universidade Federal do Rio de Janeiro nesta competição que acontece bienalmente desde 2001. A seguir, o link para acessar a apresentação virtual do projeto:
http://www.archiprix.org/browser/?project=2874



Scientific Article // Artigo publicado

Publicação do artigo "Fixos e Fluxos: Potencialidades de um vazio urbano" que teve origem com o desenvolvimento do Trabalho Final de Graduação. O artigo foi apresentado no Simpósio Temático "O Centro da questão: reflexões sobre os planos, projetos e propostas para a área urbana central carioca" do I Encontro Nacional da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (ENANPARQ), realizado no Rio de Janeiro.

Link para o artigo:
http://www.scribd.com/doc/51077062

Scientific Article // Artigo publicado

Participação em Colóquio Internacional com o trabalho científico “O Mundo em Copacabana: Uma análise morfológica do uso comercial na Praia de Copacabana”. O artigo desenvolvido em co-autoria com a Prof. Dra. Andréa Borde, foi apresentado no III Colóquio Internacional sobre Comércio e Cidade (III CINCCI) na Universidade de São Paulo (USP), em Agosto/2010.

Link para artigo:
http://www.scribd.com/doc/51076332

Flat Station Residency // Programa de Residência Artística Flat Station

Participação no programa de residência artística Flat Station em Amsterdam Sudoeste, Holanda.
O programa reuniu vários artistas, entre eles os brasileiros: Alex Hamburguer, André Amaral, Guga Ferraz, Margit Leisner, Tantão e Vogler que desenvolveram suas artes inspirados no espaço urbano de Bijlmer.
Minha pesquisa sobre intervenções urbanas artísticas gerou o trabalho fotográfico entitulado "Glances". A série de fotografias teve cunho documental e apelo artístico, registrando a relação das artes plásticas com o espaço urbano da cidade e a produção artística dos participantes.
O trabalho desenvolvido em Julho/2010, foi exposto no evento Fat Form no terraço do Kraaiennest.




Trabalho fotográfico "Glances" exposto online:
http://www.flickr.com/photos/50504791@N02/sets/72157626234136874/


Links:
http://www.flatstation.nl/agenda
http://www.fatform.com/artists.html

Créditos:
Mondriaan Stichiting (Mondriaan Foundation) / Ministério da Cultura (MinC) / Fuck Art Gallery

Idealizadores:
Daniela Bershan, Jonas Ohlsson, Robert Dupic, Kaleb de Groot

Christiania Researcher in Residency // Programa de Residência em Christiania

Programa de residência artística e científica na cidade-livre de Christiania em Junho/2010, na Dinamarca.
O período de residência de 1 mês foi utilizado para desenvolver propostas de aproveitamento dos espaços livres da eco-vila em Copenhague, com o apoio da comunidade local.
O projeto contou com uso da metodologia de pesquisa desenvolvida durante a pesquisa de mestrado, no Programa de Pós-Graduação em Urbanismo (PROURB/UFRJ) .
Entre os produtos gerados encontram-se: a participação e discussão das idéias com a comunidade de Christiania, a exposição do projeto "Christiania Open Spaces" na Gallopperiet Art Gallery, a apresentação do material cultural no retorno ao Rio de Janeiro e a disponibilização deste material em mídia online, no website: http://brazilianinchristiania.blogspot.com/

Apoio:
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
CRIR Christiania Reseacher in Residence / http://www.crir.net/index.html

Patrocínio:
Ministério da Cultura (MinC)

Awarded at International Competition to Young Architects // Premiado em Competição Internacional para Jovens Arquitetos

O Projeto "Dance Dense Copacabana" recebeu o prêmio de 3º lugar pelo concurso de Idéias para Jovens Arquitetos "Urban Interaction Areas in 2023: Public Squares". A competição foi promovida pela Câma de Arquitetos da Turquia sob a chancela do UIA (União Internacional dos Arquitetos) em Maio/2010.
O projeto foi desenvolvido em parceria com a Arqtª Olivia Marra e, foi exposto e apresentando no "5th International Young Architects Meeting" na cidade de Antalya, Turquia.

http://www.youngarchitectsmeeting.com
http://www.antmimod.org.tr/gundem.asp?blm=2&serid=147&page=1
http://www.uia-architectes.org/texte/england/2010_Antalya/2-results.html
http://www.arcoweb.com.br/noticias-em-geral/brasileiros-premiados-concurso-uia-turquia-03-09-2010.html





Pranchas apresentadas no concurso:





Publicação na revista eletrônica Nait5.com, especializada em mídia interativa:
http://nait5.com/2010/09/07/dance-dense-copacabana/


Divulgação oficial do resultado do concurso no site na União Internacional dos Arquitetos (UIA)

Project of Natural Swimming Pool to the Alemão´s Favela // Projeto para o Morro do Alemão

Matéria publicada no Jornal O Dia e O Dia Online em 10/03/2010.
O Projeto localizado no Morro do Alemão (RJ), foi elaborado a pedido do Jornal, o qual, participei como colaborador no projeto da Arquiteta e Professora da UFRJ Andréa Borde.

Disponível também nos links:
Link 1: http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2010/3/piscina_formada_no_complexo_vira_alemao_water_planet_68413.html
Link 2: http://odia.terra.com.br/portal/rio/infografico/10/03/10_infografico.


Publicação no Jornal:




Publicação Online:





Competition Spatial Requalification of ALERG (Legislative Council) //Concurso Requalificação Espacial ALERGS

Pranchas do Projeto de Requalificação Espacial do Complexo da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALERGS), apresentadas em concurso de âmbito nacional.
O projeto foi desenvolvido pelo grupo CRACK! (Clarissa Paes, Fagner Marçal, Gwendal Hervé, Kenity Notsu, Maria Fernada Duarte, Moara Gomes e Monique Hervé) em Novembro/2009








Awarded "Tomorow´s Architect" by IAB-RJ (Architects´s Institute of Brazil) // Premiado "Arquiteto do Amanhã" pelo IAB-RJ

O Projeto Final de Graduação "Fixos e Fluxos: Potencialidades de um vazio urbano" foi eleito pelo Instituto de Arquitetos do Brasil como melhor projeto de estudante na categoria de edificações, garantindo assim, o prêmio "Arquiteto do Amanhã".
O concurso é realizado em nível estadual e aberto a todas as faculdades de arquitetura do estado.
O Prêmio será entregue em 11 de Novembro, na 47ª Premiação Anual do IAB-RJ, cerimônia esta, realizada na sede do Instituto.

http://www.iabrj.org.br/200912/veja-os-resultados-do-premio-arquiteto-do-amanha-2009



Presentation in Seminar to Architects // Apresentação de Seminário para Arquitetos

Reinterpretação do capítulo IV: "O Reino da Aparência" do livro "No Fundo das Aparências", de Michel Maffesoli.
Apresentado por Fagner Marçal e Mariana Cury, em seminário do Programa de Pós-Graduação em Urbanismo no PROURB/FAU/UFRJ em Outubro/2009.

Now, with you: CRACK // Agora, com vocês: CRACK

Oficializado o nascimento de um novo grupo de jovens arquitetos: CRACK!
O grupo começou a surgir informalmente do encontro de estudantes de arquitetura dispostos a fazer concursos de projeto. Um grupo com uma formação dinâmica, está atualmente composto pelos arquitetos: Monique Hervé, Gwendal Hervé, Moara Gomes, Kenity Notsu, Maria Fernada Duarte, Fagner Marçal e Clarissa Paes.

Presentation of Project // Apresentação de Projeto

Apresentação do Projeto "Fixos de Fluxos" no evento "Contando Vantagens", organizado por Ygor de Vetyemy Arquitetura e Pé de Sonhos Criações Criativas com o objetivo de, levantar um panorama e promover a discussão da nova produção arquitetônica no Rio de Janeiro.

Competition // Concurso Internacional Paris 2009 / Moulin Rouge

Prancha do Concurso Internacional de projetos de arquitetura: "Competition Paris 2009 - Escola de dança Moulin Rouge". Concurso promovido pela Arquitectum.
O projeto foi desenvolvido em conjunto com as arquitetas: Camile Bretas, Clarissa Paes, Maria Fernanda Duarte, Moara Gomes e Monique Bastos.

Architectural Project published at "O Globo Online" // Projeto de Arquitetura publicado no site 'O Globo Online'

Abaixo, a matéria completa do Trabalho Final de Graduação que foi publicado pelo complemento 'Morar Bem' do site oglobo.com.br em 01/09/2009.
A matéria bastante clara e resumida, leva informações objetivas ao público em geral, levantando questões para discussão como: O que é habitar no centro, como se utilizar de materiais recicláveis para construir empreendimentos sociais, como trabalhar os espaços vazios e ociosos no tecido urbano da cidade e, explora a tecnologia construtiva através de uma arquitetura contemporânea "arrojada", como definiu o site.

http://oglobo.globo.com/economia/morarbem/mat/2009/09/01/projeto-apresenta-apart-hotel-feito-com-materiais-alternativos-de-facil-desmonte-para-centro-do-rio-767413312.asp





GUY DEBORD x BERNARD TSCHUMI: An essay about the event // GUY DEBORD x BERNARD TSCHUMI: Um discurso sobre o evento

INTRODUÇÃO:O tema que escolhi para desenvolver no meu projeto de dissertação são os espaços públicos da cidade onde ocorrem os eventos de entretenimento de cunho cultural/artístico e a relação que estabelecem com a cidade como local de encontros culturais.
Após uma pesquisa bibliográfica, percebi que, os autores que trabalham os eventos efêmeros na cidade, no urbanismo, são bastante escassos e, não chegam a se tornar livros ou bibliografias referenciais, se conformando várias vezes através de pequenos artigos.
Dediquei-me a leitura de alguns artigos e, acabei encontrando dois autores que tratam de maneira mais direta ao tema do evento e a sociedade. O primeiro é o Guy Debord, com o seu livro e filme "Sociedade do Espetáculo" que, faz uma crítica à sociedade mediatizada por imagens, com um escopo marxista bastante veemente na qual o espetáculo é compreendido como um instrumento de alienação do cidadão. O segundo autor é o Bernard Tschumi que, defende a idéia de que não há arquitetura sem eventos e, por conseqüência, que, arquitetos tem que saber projetar eventos em seus edifícios.
São dois autores que não conversam diretamente, mas acredito que através de dois pontos de vistas bastante específicos, serão capazes de alimentar o debate abordando temas como espaço, efemeridade, espetacularização e sociedade, conceitos que me despertam curiosidade e fascínio pela gama de idéias que deles surgem as diversas situações urbanas contemporâneas em que vivemos em nossa cidade.

Guy Debord nasceu em Paris em 1931, E NOS ANOS 60, ajudou a fundar, e a desmanchar, o grupo de pensadores anti-modernistas que, ficou conhecido como a Internacional Situacionista.
O livro Sociedade do espetáculo foi escrito em 1967 na França e, foi através deste, Debord fez uma apologia Marxista da sociedade de seu tempo.
Interessante notar que, Debord critica a sociedade da espetacularização, pois é através dela que, se estabelece o controle da massa, utilizando-se do evento para alienar as pessoas de sua realidade e, dessa maneira, não promover o desenvolvimento intelectual da mesma. Debord, junto com a Internacional Situacionista, criou a Teoria de Deriva e a idéia de espaço urbano labiríntico, ambas as teorias visavam a criação de situações urbanas de encontro e desencontro, através do tratamento do espaço urbano por acontecimentos eventuais que, favoreciam uma multiplicidade e riqueza de percepção espacial mais completa, a respeito da cidade.

Bernard Tschumi é arquiteto nascido em Lausanne em 1944 e, uma de suas obras arquitetônicas mais significativas foi o Parc La Villette.
Tschumi publicou alguns livros que tratam os eventos e suas relações com a arquitetura e urbanismo. Vou abordar as seguintes bibliografias desse autor: Spaces and Events (1994), Architecture and Disjunction (1996) e Event-cities vol.1 (1994), vol.2 (2000), vol.3 (2005).
A abordagem de Tschumi com relação a eventos, toca no ponto dos eventos enquanto possibilidades espaciais, os eventos conformadores dos espaços e, do confrontamento de eventos heterogêneos simultâneos no mesmo espaço.




Rio de Janeiro, Agosto de 2009;


Tentarei no presente trabalho, estabelecer um diálogo entre os dois autores, a partir de suas obras literárias, procurando estabelecer ligações, comparações a fim de buscar pontos comuns e divergentes entre os dois teóricos.



1. ESPETÁCULO VERSUS EVENTO


“O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediatizada por imagens.” 1

“Não há espaço sem evento, nem arquitetura sem programa”



Debord diz que, o espetáculo tem uma importância muito maior que a importância imagética: ele tem a importância de interagir com a sociedade.
Essa interação, essa relação entre pessoas se conforma através: 1) das pessoas que promoveram o espetáculo; 2) das pessoas que participaram do espetáculo; 3) das pessoas que assistiram ao espetáculo.
Porem, o que Debord diz não explicitamente nesta frase é que: é o espetáculo que vai mexer com a imaginação de quem o assiste. Quem, na verdade produz as imagens é o espectador. O espetáculo não é estagnado, ele é movimento, tempo, ação e interação que, ajudam o espectador a produzir as suas próprias imagens, imagens estas que podem ajudá-lo a entender a sociedade em que vive. Logo, o espetáculo é o responsável pela produção de imagens no espectador.
Na afirmação de Tschumi, espaço e evento andam juntos enquanto que, arquitetura e programa também. Sendo a arquitetura uma arte que trata o espaço, a arquitetura também é uma arte que trata o evento pois, segundo o autor, o espaço não existe sem evento.
Na leitura do livro Architecture and Disjunction de Tschumi, entende-se que, ao falar evento, o autor não fala de espetáculo mas, sim, fala de ação, de conflito. Logo, o evento de Tschumi está mais para uma atitude, uma ação qualquer, ou até mesmo, de ações cotidianas enquanto que, o espetáculo de Debord é uma ação espetacularizada.

Podemos entender que, o espetáculo sempre é evento mas, o evento, nem sempre é espetáculo. Aqui se estabelecem a relação entre o espetáculo (Debordiano) e evento (Tschuminiano). Logo, se o espetáculo sempre é evento e, se o evento é matéria da arquitetura, tem-se a confirmação de que o espetáculo é matéria da arquitetura ou, se entendermos que Tschumi usa o termo arquitetura quando fala de cidade, podemos também entender que o espetáculo é matéria do urbanismo.
Ambos os autores tratam da ação no espaço e, logo, tratam de arquitetura e de cidade porém, enquanto falam da mesma coisa, possuem olhares que levemente se desencontram: um está preocupado com o evento e sua relação social, enquanto que, o outro está preocupado com o evento e sua relação espacial.


2. IMAGENS E MÍDIA

“O fluxo de imagens domina tudo, e é igualmente qualquer outro que governa a seu gosto este resumo simplificado do mundo sensível;” “não deixando nenhum tempo para a reflexão, e em absoluto, independentemente do que o espectador possa compreender ou pensar.”2

”A frequente diseminação popular de imagens arquitetônicas através de revistas, transformou a arquitetura em um objeto de contemplação passiva, ao invés de um lugar de confronto entre espaço e ações”3



Aqui, ambos os autores tocam num ponto muito importante para seus livros: foi o excesso de imagem, de mídia, de propagação e, talvez, podemos dizer até de velocidade, que, nos “cegou” e nos impossibilitou temporariamente de ver a essência do objeto de estudo destes autores, sejam eles o espetáculo ou o evento. A partir do momento em que se prefere “a imagem à coisa”, outros sentimentos e verdades são levantados ao invés de, realmente lidarmos com o objeto da imagem e, logo, passamos a interagir com o que vemos e, não, com a realidade que se é mostrada. As imagens passam a ser a simplificação do objeto.

Logo, tanto o espetáculo quanto a arquitetura, objetos reais e potenciais para importantes discussões e para o desenvolvimento da sociedade, passam a ser objetos quase que intocáveis, sem vida, não vivenciáveis, do ponto de vista de que não serão compreendidos em sua potencialidade mas, sim, compreendidos na sua aparência, na imagem que despertam. O espetáculo e a arquitetura deixam de ser o estimulo ao pensamento e, suas imagens passam a ser o objeto em discussão, passando-se a se desejar o “ver” ao “viver”, o “presenciar” ao “interagir”.
É óbvio que, as imagens que Debord fala, não necessariamente impossibilita o espectador de pensar mas, muito pelo contrário, estas imagens também nos trazem informações e nos despertam reflexões, o excesso midiático não impossibilita a sua discussão mas, é importante identificar que, a discussão de imagens não se basta para a discussão do problema, que a discussão de uma arquitetura através de sua imagem, não alcançará seu objetivo se não for vivenciada in loco. Portanto, o que pode acontecer é que, a grande quantidade de imagens nos impossibilite de analisar rapidamente o que elas dizem: ou vemos poucas imagens para analisa-las profundamente ou, vemos muitas imagens e as analisamos superficialmente.


3. O ÁPICE EVENTUAL

“quanto mais ele contempla, menos vive; quanto mais aceita reconhecer-se nas imagens dominantes da necessidade, menos ele compreende a sua própria existência e o seu próprio desejo.”4

”Para Focault, um evento não é uma simples sequencia lógica de palavras e ações, mas é o “momento da erosão, colapso, questionamento, ou problematização de muitas presuposições de configurações com as quais, um drama talvez apareça – ocasionando a chance ou possibilidade de outra, diferente configuração”5


Aqui, ambos os autores tentam chegar ao ponto onde, estes, o espetáculo e a arquitetura, tem o potencial de transformar ou, alterar o indivíduo que o presencia, que o vive, os autores tentam chegar ao ponto ápice onde esta força de despertar sensibilidades é tão forte que, tem a capacidade de gerar uma nova existência ou uma diferente configuração.
Porem é interessante notar que, Debord, neste trecho, está preocupado com o fato de o espectador ver o espetáculo ao invés de viver a sua vida. Para Debord, é mais importante que o espectador vivencie suas próprias experiências ao invés de aprender com o que lhe é mostrado. Debord não aceita o fato de que o espectador possa se reconhecer ou não no espetáculo, possa criar ou não subsídios para o auto-conhecimento mas, ele simplesmente defende a idéia de que, o espectador aceita o espetáculo enquanto verdade e, este não teria a capacidade de se defender de sentimentos ou imagens que lhe agridam.
Enquanto para Tschumi que, cita Focault, o evento, é o real ponto onde há conflito, erosão, embate, choque e, é necessária que esta “guerra” seja travada para que possa ser dada uma nova configuração. Para Focault, é o evento o despertador de situações questionadoras que, tem o potencial de reconfigurar, de gerar drama e sentimentos, de possibilitar uma ocasional mudança.
Resumindo, para Debord, o evento é aceito pelo espectador sem chance de questionamento e, para Focault, o evento é o potencial fator de questionamento.



4. HISTÓRIA E REPRESENTAÇÃO

“O julgamento de Feuerbach sobre o fato de que o seu tempo preferia «a imagem à coisa, a cópia ao original, a representação à realidade», foi inteiramente confirmado pelo século do espetáculo”

”A reduçãao da arquitetura como uma forma de conhecimento para a arquitetura como um conhecimento da forma”6

”Do modernismo ao pós-modernismo, a hsitória da arquitetura foi repentinamente transformada em história de estilos... reduziu a arquitetura a aum sistema de superfícies e sinais”7



Ambos o autores reafirmam que os seus objetos de estudo, o espetáculo e a arquitetura, tornaram-se imagem, sinais e representação e, se formos mais longe, os seus objetos de estudo foram reduzidos a aparência, cópia e sistema. Existe também uma relação entre imagem e tempo. Pode-se identificar claramente que esta obsessão por imagem está fixada temporalmente: o século do espetáculo para Debord e, do Modernismo/pós-modernismo. É coincidente notar que, Sociedade do Espetáculo foi escrito em 1967 que, se rebatido para a historia da arquitetura, vai se encaixar justamente no momento do modernismo onde a importância da função e do programa é deixada de lado e, a plástica e a forma são valorizadas.
É interessante também, notar que ambos os autores encaminham estes trechos para uma relação de branco/preto, sim/não e tudo/nada. Vale ressaltar que, os autores estão falando de um dos vários layers de seus objetos de estudo. O que eles verdadeiramente criticam é o excesso de peso com que esse único layer é exibido ao invés de todo o conjunto do objeto. Por exemplo:
1) espetáculo: enredo, tempo, cor, forma, arte, cultura, imagem, etc
2) arquitetura: forma, função, espaço, uso, tempo, estilo, cor, material, sons, etc.
É como se o espetáculo fosse somente a imagem e a arquitetura fosse somente a presença de estilos. Podemos entender essa postura neste período histórico, uma vez que, imagens são mais facilmente transmitidas midiaticamente do que espaço ou tempo ou função que, são mais difíceis de serem transmitidos pois, necessitam geralmente, da presença in loco.


5. ARTE SOCIAL E ARTE ESPACIAL

“O fim da história da cultura manifesta-se em dois aspectos opostos: o projeto da sua superação na história total e a organização da sua manutenção enquanto objeto morto na contemplação espetacular.”8

“questões de intertextualidade, múltiplas leituras e códigos ambíguos deviam integrar a noção de programa”9



Nestes trechos, ambos os autores estão falando da artisticidade de seus objetos: Debord, enquanto a relevância do espetáculo artístico para a sociedade e, Tschumi, enquanto a espacialidade eventual.
Neste capitulo do livro de Debord, ele deixa claro sua interpretação de seu tempo onde, a arte deixou de ter um foco na temática da história e passou a ter um foco abstrato, artístico, se afirmando algumas vezes até mesmo como sendo independente de cultura e, assuntando temáticas de valorização do instante, da vida, do agora. A arte passou a ser pela arte e, não pela sociedade, e então, tornou-se para ele (Debord), “objeto morto” e contemplativo. Porém, da maneira como Debord coloca em seu discurso, dá-se a entender que, esse objeto morto ou, seja, a arte pela arte, não teria um potencial discurso educativo e, possivelmente, não deveria continuar existindo, assumindo uma postura extremamente radical em relação ao desenvolvimento da sociedade.
Tschumi traz a percepção do evento como um objeto potencial de múltiplas leituras, para ele, quanto mais significados e heterogeneidade for apresentado em um espaço e em ações neste espaço, mais valorado será o evento e o uso da arquitetura.
A arquitetura e o espaço se fazem valer como objeto artístico à medida que conseguem reunir diferentes leituras, múltiplas ações, combinações e descombinações, heterogeneidades a fim de, integrar a noção de programa que, não poderia ser estático e fechado mas, sim, aberto e receptivo a diferenças, se conformando como o lugar do democrático e do novo, se reinventando a cada instante, à medida em que pode ser atualizado e mantido no tempo pois, o espaço com programa estático e fechado, provavelmente seria alterado com o tempo.
Enquanto Debord reivindica a presença dos fatos sociais na arte, Tschumi, proclama que seu objeto, o espaço, o evento, é o lugar do novo, do atual, do inesperado. Parece talvez um pouco conflituoso o choque do evento Debordiano e Tschuminiano mas, na verdade, ambos estão levantando a importância da cultura em seus objetos, contemporaneizando seus objetos, sejam eles no tempo histórico em que devam acontecer: ontem, hoje ou amanhã. A necessidade de leitura da cultura pelo espectador ou usuário é imprescindível em ambos os casos.


6. ELEMENTOS FORMADORES DO EVENTO

“A consicencia espectadora, prisioneira de um universo estreitado, limitada pelo écran do espetáculo”10

“Rem Koolhaas descreveu o Downtown Athletic Club: “Comento ostras com luvas de boxe, nú, no n-géssimo andar”... ...andar de bicicleta na lavanderia, mergulho aquático no shaft do elevador”11


Neste trecho, Debord converge os múltiplos eventos presentes em seu objeto de estudo: Consciência, universo estreitado, écran. Ele consegue mostrar pelo menos, três elementos convivendo simultaneamente e convergindo para um único objeto: o espetáculo. Da mesma forma, Tschumi reúne elementos de seu objeto, porém através de uma interpretação mais arquitetônica do que social:
Espaço, programa e ação.
Neste trecho, ambos os autores conseguem reunir em seus discursos a convergência de ações distintas que configurarão o objeto de estudo que estes tratam: o evento. Neste trecho, ambos os autores conseguem se igualar e, se unificar, mesmo que num instante muito rápido e, se tornam um corpo de único discurso: Espaço + programa + ação = evento
Debord:
“A consciência espectadora (ação), prisioneira de um universo estreitado (espaço), limitada pelo écran do espetáculo (programa)”
Comento ostras(ação) com luvas de boxe, nú,(programa indefinido mas, existente)no n-géssimo andar(espaço)... ... andar de bicicleta(ação) na lavanderia(espaço + programa), mergulho aquático(ação) no shaft do elevador(espaço)”
Aqui, o espetáculo Debordiano e o evento Tschuminiano, se encontram em um mesmo discurso, onde ambos os autores, concordam com a forma de como o evento se manifesta: através do espaço, programa e da ação.

É como se aqui, ambos concordassem com a forma do evento que se manifesta através do espaço, do programa e da ação.


7. TURISMO E EVENTO

“A mesma modernização que retirou da viagem o tempo, retirou-lhe também a realidade do espaço”12

“nossas experiências tornaram-se experiências de eventos, organizadas estrategicamente pela arquitetura. Estratégia é a palavra na arquitetura hoje. nâo mais masterplans, não mais demarcações em espaços fixos, mas uma nova heterotopia”13

“com as megalópolis mundiais, novos programas são colocados em novas situações urbanas”14


O turismo mercadológico contemporâneo pode se encaixar facilmente na definição que ambos autores destacam nestes trechos pois, trata-se de um “novo” programa contemporâneo inserido em uma “nova” situação urbana.
Ao tratar de modernização, viagem e tempo, Debord traz a idéia de um turista que não é mais um descobridor mas sim, um consumidor, enquanto que o espaço que sedia o evento, não é mais um espaço real, mas sim, um espaço programado, organizado para receber este turista, que tenta manter a vida urbana sobre controle e que, dá a sensação de espaço urbano controlado e, sem vida própria.
Nota-se aqui, que o turismo é um evento, e, o turista está para presenciar um espetáculo: a cidade. Este é o ponto que Tschumi alcança onde, diz que, os eventos tem o potencial de se transformarem em projetos de arquitetura ou urbanismo, com a quase abolição dos masterplans, se configurando a cidade em um espaço de experiências organizadas.



CONCLUSÃO: Para concluir o diálogo entre os autores, é mostrada abaixo um quadro resumo dos principais pontos abordados:



Apesar de falarem de temáticas diferentes, um sobre o espetáculo e o outro sobre o espaço arquitetônico/urbano, ambos estão tratando do mesmo objeto: o evento.
As realizações de ações efêmeras no espaço público, é um pano de fundo para que se discuta tipos de ações efêmeras, sejam elas sobre a arte, sobre a cultura, sobre o espaço, sobre humanos, sobre o tempo, etc.
Logo, podemos tirar as seguintes conclusões finais:
1) O espaço que sedia o evento efêmero é de responsabilidade da arquitetura e do urbanismo, seja este evento espetacular ou não.
2) Quanto mais heterogeneidade eventuais, mais possibilidades de questionamentos e crítica por seus usuários.
3) O potencial crítico do evento está na capacidade de ser presenciado e, não de ser visto, imaginado ou transmitido.
4) O evento é formado pela conjugação de 3 elementos: espaço, programa e ação.
Concluí-se então que, quanto mais heterogeneidades forem reunidas em um objeto espacial, maior será a probabilidade de gerar crítica por parte de seus usuários e, a partir do momento que a discussão é levantada, promove-se também o desenvolvimento de uma sociedade mais democrática e mais participativa, sendo assim, uma alavanca para acelerar o desenvolvimento urbano de uma população.



SOBRE A FUTURA DISSERTAÇÃO: EVENTO, ARQUITETURA E CIDADE

À medida que me aprofundei nestes teóricos, procurei optar por uma linha de pensamento mais clara, não tentando misturar as duas teorias mas sim, utilizar o discurso de ambos para que, se complementem.
Pretendo tratar da cidade contemporânea e a relação dos eventos na cidade, eventos esses que, não necessariamente têm uma escala monumental ou, se fazem como tal mas, sim, procuro entender a relação dos eventos e ações cotidianas e inesperadas na cidade, procurando entender a maneira como esses eventos se desdobram sobre a forma urbana, tentando entender de que maneira a cidade e a forma urbana podem propiciar o surgimento e o favorecimento de eventos inesperados na cidade, para que, assim, haja dinamismo, crescimento, e potencialidade de encontros e trocas entre as pessoas que vivem ou participam do mesmo espaço urbano simultaneamente, como a troca de informações e as comunicações sociais se dão e, desssa maneira, promover uma espécie de manual para o arquiteto que pretende projetar espaços cada vez mais vividos, dotados de imprevisibilidades e sensibilidades, tentando fazer com que, venham à tona, técnicas de atitudes projetuais, que possam servir como instrumentos de projeto de arquitetura e urbanismo.
Ciente de que os usos espaciais são, em muitos casos, imprevisíveis no decorrer do tempo e, o seu uso futuro e a vitalidade espacial estarão comprometidos após alguns anos, é necessário deixar claro que, todo o projeto, todo o espaço e todo o uso, são passiveis de mudanças e alterações de significado, ficando cada vez mais a cidade e o espaço apara que se conformem e reformem de acordo com as necessidades decorrentes de seu tempo.

Ciente também de que, muitas atitudes projetuais acabam por adquirindo usos diversos do projetado logo após a sua construção, é necessário entender que, mesmo que seja levantado um manual de técnicas para projetar eventos e estimular usos e ações heterogêneos em espaços públicos, este não seria capaz de apreender e impossibilitar erros de projeto ou, ainda, impedir que outros usos diferentes ao programa projetado seriam inexistentes, muito pelo contrario, o que eu tentarei fazer aqui é, possibilitar que o arquiteto, possa identificar atitudes projetuais e, entender que, além de projetar um uso específico, ele também está projetando usos imprevistos e, propiciando eventos e ações heterogêneas ao espaço lhe compete o projeto.

Cabe à futura dissertação, levantar técnicas de projeto que além de suprir as necessidades programáticas do projeto que será construído, possibilitar também, conflitos heterogêneos de ações no espaço, conflitos estes que ajudarão a entender o espaço e, dessa forma, possibilitar novos encontros sociais e capacidade de questionamentos e criticas por parte daqueles que convivem no espaço, seja propiciar encontros e sentimentos diversos, estimulando o desenvolvimento de uma sociedade cada vez mais democrática e tolerante às diferenças.

REFERÊNCIAS

1.DEBORD, Guy. A Sociedade do Espetáculo. Tradução de Estela dos Santos Abreu. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997. 4 p.
2.DEBORD, Guy. A Sociedade do Espetáculo. Tradução de Estela dos Santos Abreu. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997. VIII p.
3.MILES, Malcom, BORDEN, Iain e HALL, Tim. The city culture reader. Routledge, 2000. 155 p.
4.DEBORD, Guy. A Sociedade do Espetáculo. Tradução de Estela dos Santos Abreu. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997. 30 p.
5.TSCHUMI, Bernard. Architecture and Disjunction, Cambridge, MIT Press, 1994. 256 p.
6.MILES, Malcom, BORDEN, Iain e HALL, Tim. The city culture reader. Routledge, 2000. 155 p.
7.MILES, Malcom, BORDEN, Iain e HALL, Tim. The city culture reader. Routledge, 2000. 155 p.
8.DEBORD, Guy. A Sociedade do Espetáculo. Tradução de Estela dos Santos Abreu. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997. 184 p.
9.MILES, Malcom, BORDEN, Iain e HALL, Tim. The city culture reader. Routledge, 2000. 156 p.
10.DEBORD, Guy. A Sociedade do Espetáculo. Tradução de Estela dos Santos Abreu. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997. 218 p.
11.TSCHUMI, Bernard. Architecture and Disjunction, Cambridge, MIT Press, 1994. 256 p.
12.DEBORD, Guy. A Sociedade do Espetáculo. Tradução de Estela dos Santos Abreu. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997. 168 p.
13.TSCHUMI, Bernard. Architecture and Disjunction, Cambridge, MIT Press, 1994. 259 p.
14.MILES, Malcom, BORDEN, Iain e HALL, Tim. The city culture reader. Routledge, 2000. 156 p.



BIBLIOGRAFIA DE REFERÊNCIA

DEBORD, Guy. A Sociedade do Espetáculo. Tradução de Estela dos Santos Abreu. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997

MILES, Malcom, BORDEN, Iain e HALL, Tim. The city culture reader. Routledge, 2000

TSCHUMI, Bernard. Architecture and Disjunction, Cambridge, MIT Press, 1996.

Thesi´s Object: Event in Urban Space // O Objeto de dissertação: Evento no Espaço Urbano

Um discurso sobre o objeto de estudo para dissertação, com indicações metodológicas para o desenvolvimento desta.


INTRODUÇÃO: Partindo da escolha dos autores referências para o meu projeto de dissertação, tentarei no presente texto, discorrer sobre o objeto de estudos destes autores referências e, em comparação com outros teóricos, expor o meu objeto de estudo de forma mais clara e precisa.
A base metodológica para o desenvolvimento do futuro projeto de dissertação, se encontra fundamentada sobre o autor Geraldo Serra com seu livro “Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo” e, de acordo com suas orientações, concluirei o presente texto, expondo as diretrizes iniciais de pesquisa metodológica, que pretendo realizar.




Rio de Janeiro, Agosto de 2009;



“O valor das coisas não está no tempo em que elas
duram mas, na intensidade com que acontecem.”
Fernando Sabino



AUTORES REFERÊNCIAS PARA A DISSERTAÇÃO
O projeto de dissertação que pretendo desenvolver tem tornado corpo à medida que vou me aprofundando na leitura de textos teóricos de arquitetura e urbanismo.

De acordo com a escolha do meu tema, que trata do espaço público urbano como lugar potencial para a geração de eventos na cidade, tem se mostrado um pouco difícil encontrar autores que se dediquem a tratar exclusivamente deste assunto logo, procurei referências bases em teses e artigos. À medida que fui encontrando novas bibliografias, cheguei ao encontro de dois autores que, não posso deixar de citar pos, são os que tratam do meu objeto de dissertação com mais precisão: Guy Debord e Bernard Tschumi.

O tema que escolhi para desenvolver no meu projeto de dissertação são os espaços públicos da cidade onde ocorrem os eventos de entretenimento de cunho cultural/artístico e a relação que estabelecem com a cidade como local de encontros culturais.
Após uma pesquisa bibliográfica, percebi que, os autores que trabalham os eventos efêmeros na cidade, no urbanismo, são bastante escassos e, não chegam a se tornar livros ou bibliografias referenciais, se conformando várias vezes através de pequenos artigos.
Dediquei-me a leitura de alguns artigos e, acabei encontrando dois autores que tratam de maneira mais direta ao tema do evento e a sociedade. O primeiro é o Guy Debord, com o seu livro e filme "Sociedade do Espetáculo" que, faz uma crítica à sociedade mediatizada por imagens, com um escopo marxista bastante veemente na qual o espetáculo é compreendido como um instrumento de alienação do cidadão. o segundo autor é o Bernard Tschumi que, defende a idéia de que não há arquitetura sem eventos e, por conseqüência, que, arquitetos tem que saber projetar eventos em seus edifícios.
São dois autores que não conversam diretamente, mas acredito que através de dois pontos de vistas bastante específicos, serão capazes de alimentar o debate abordando temas como espaço, efemeridade, espetacularização e sociedade, conceitos que me despertam curiosidade e fascínio pela gama de idéias que deles surgem as diversas situações urbanas contemporâneas em que vivemos em nossa cidade.

Guy Debord nasceu em Paris em 1931, e nos anos 60, ajudou a fundar, e a desmanchar, o grupo de pensadores anti-modernistas que, ficou conhecido como a Internacional Situacionista.
O livro Sociedade do espetáculo foi escrito em 1967 na França e, foi através deste, Debord fez uma apologia Marxista da sociedade de seu tempo.
Interessante notar que, Debord critica a sociedade da espetacularização, pois é através dela que, se estabelece o controle da massa, utilizando-se do evento para alienar as pessoas de sua realidade e, dessa maneira, não promover o desenvolvimento intelectual da mesma. Debord, junto com a Internacional Situacionista, criou a Teoria de Deriva e a idéia de espaço urbano labiríntico, ambas as teorias visavam a criação de situações urbanas de encontro e desencontro, através do tratamento do espaço urbano por acontecimentos eventuais que, favoreciam uma multiplicidade e riqueza de percepção espacial mais completa, a respeito da cidade.

Bernard Tschumi é arquiteto nascido em Lausanne em 1944 e, uma de suas ultimas obras arquitetônicas mais significativas foi o New Acropolis Museum.
Tschumi publicou alguns livros que tratam os eventos e suas relações com a arquitetura e urbanismo. Vou abordar as seguintes bibliografias desse autor: Spaces and Events (1994), Architecture and Disjunction (1996) e Event-cities vol.1 (1994), vol.2 (2000), vol.3 (2005).
A abordagem de Tschumi com relação a eventos, toca no ponto dos eventos enquanto possibilidades espaciais, os eventos conformadores dos espaços e, do confrontamento de eventos heterogêneos simultâneos no mesmo espaço.

E importante deixar claro que, os dois autores tratam das relações eventuais no espaço porém esses eventos possuem escalas diferentes onde, para Debord, o evento é espetacular, monumental, grandioso enquanto que, para Tschumi, o evento são ações cotidianas que, não necessariamente são ações monumentais ou grandiosas.

À medida que me aprofundei nestes teóricos, procurei optar por uma linha de pensamento mais clara, não tentando misturar as duas teorias mas sim, utilizar o discurso de ambos para que, se complementem.
Pretendo tratar da cidade contemporânea e a relação dos eventos na cidade, eventos esses que, não necessariamente têm uma escala monumental ou, se fazem como tal mas, sim, procuro entender a relação dos eventos e ações cotidianas e inesperadas na cidade, procurando entender a maneira como esses eventos se desdobram sobre a forma urbana, tentando entender de que maneira a cidade e a forma urbana podem propiciar o surgimento e o favorecimento de eventos inesperados na cidade, para que, assim, haja dinamismo, crescimento, e potencialidade de encontros e trocas entre as pessoas que vivem ou participam do mesmo espaço urbano simultaneamente, como a troca de informações e as comunicações sociais se dão e, desssa maneira, promover uma espécie de manual para o arquiteto que pretende projetar espaços cada vez mais vividos, dotados de imprevisibilidades e sensibilidades, tentando fazer com que, venham à tona, técnicas de atitudes projetuais, que possam servir como instrumentos de projeto de arquitetura e urbanismo.
Ciente de que os usos espaciais são, em muitos casos, imprevisíveis no decorrer do tempo e, o seu uso futuro e a vitalidade espacial estarão comprometidos após alguns anos, é necessário deixar claro que, todo o projeto, todo o espaço e todo o uso, são passiveis de mudanças e alterações de significado, ficando cada vez mais a cidade e o espaço apara que se conformem e reformem de acordo com as necessidades decorrentes de seu tempo.

Ciente também de que, muitas atitudes projetuais acabam por adquirindo usos diversos do projetado logo após a sua construção, é necessário entender que, mesmo que seja levantado um manual de técnicas para projetar eventos e estimular usos e ações heterogêneos em espaços públicos, este não seria capaz de apreender e impossibilitar erros de projeto ou, ainda, impedir que outros usos diferentes ao programa projetado seriam inexistentes, muito pelo contrario, o que eu tentarei fazer aqui é, possibilitar que o arquiteto, possa identificar atitudes projetuais e, entender que, além de projetar um uso específico, ele também está projetando usos imprevistos e, propiciando eventos e ações heterogêneas ao espaço lhe compete o projeto.

Cabe à futura dissertação, levantar técnicas de projeto que além de suprir as necessidades programáticas do projeto que será construído, possibilitar também, conflitos heterogêneos de ações no espaço, conflitos estes que ajudarão a entender o espaço e, dessa forma, possibilitar novos encontros sociais e capacidade de questionamentos e criticas por parte daqueles que convivem no espaço, seja propiciar encontros e sentimentos diversos, estimulando o desenvolvimento de uma sociedade cada vez mais democrática e tolerante às diferenças.



AMPLIANDO AS REFERÊNCIAS TEÓRICAS

Tão logo percebi o objeto de estudo e a produto final a quem pretendo chegar, verifiquei a necessidade de que, somente dois autores não me seriam suficientes para que eu pudesse entender o objeto de estudo como um todo e, logo, procurei outras referencias teóricas que, pudessem de alguma forma, dar subsídios ao produto final onde pretendo chegar. Refazendo uma

Outros autores que, não necessariamente tocam no evento como sendo o ponto principal de seus discursos mas, acabam por insinuar espaços eventuais em seus livros, foram: François Ascher e Kevin Lynch


François Ascher foi um sociólogo francês extremamente preocupado com os valores de seu tempo. Falecido recentemente, Ascher escreveu Metapolis (1995) livro que aborda temáticas onde, as telecomunicações e os transportes serão capazes de gerar uma diferente classe social desvinculada de seu território e, se conformará cada vez mais, com valores culturais e práticas sociais características, gerando inclusive, diferentes processos de gestão pública urbana.
Interessante notar que, apesar de não ter nenhum tipo de foco na realização de eventos culturais em espaços públicos, Ascher cita em um de seus capítulos:


“a riqueza dos espaços metapolitanos dependerá, em larga medida, das suas qualidades sensitivas, da sua capacidade de produzir eventos e da sua acessibilidade física”1


Ascher diz que o que nos motiva a nos deslocar a determinado lugar cujo, interesse foi despertado pelos meios de comunicação, na verdade, não é a informação ou propaganda em si mas, a necessidade que nós temos do toques, cheiros e gostos que, nos são estimulados porém, não são telecomunicáveis. Logo, o turismo, as atrações feirísticas, os parques temáticos e as atividades físicas são os indutores reais deste processo telecomunicável. É o despertar do desejo da sensibilidade em nossa mente, da euforia e da novidade que, nos mantém em movimento. Ascher cria o termo de “espaços sensíveis e acessíveis”2 pois, direcionando seu discurso aos arquitetos e urbanistas, incita-os a se prepararem para um futuro hipersensível onde, a riqueza dos espaços urbanos dependerá da suas qualidades sensitivas, da sua capacidade de produzir eventos e da sua acessibilidade física pois, estas são as qualidades espaciais que: 1) valorizam a troca de informações; 2) valorizam as relações entre objetos não reprodutíveis e não transportáveis; e 3) valorizam o contato social direto. A isso, podemos juntar a necessidade do indivíduo em fazer parte de um mundo em constante transformação, em constante movimento, em imediatização permanente. A necessidade de “live”, do “direto” e do “agora” em uma sociedade sensivelmente mediatizada.
Logo, concluímos que os eventos, como potenciais estruturadores de desenvolvimento urbano, devem ser capazes de agregar esses valores e, criar novas relações espaciais urbanas entre espaço e tempo, comunicação e experimentação.

Kevin Lynch (1918-1984), urbanista americano, escreveu vários livros que, se tornaram referencias bibliográficas na área de arquitetura e urbanismo. O livro “A Boa Forma da Cidade” foi uma das bibliografias que, me chamaram atenção pois, tenta analisar a cidade de acordo com conceitos que ele indicou como sendo as cinco dimensões básicas de uma cidade (vitalidade, sentido, adequação, acesso e controle).
Seu livro não cita diretamente aborda o conceito de eventos em suas cinco dimensões básicas mas, os eventos estão embutidos e diluídos nestes conceitos de forma sensivelmente perceptível mas, não diretamente declarada.
Podemos citar, por exemplo, que ao falar de vitalidade, Lynch está explicitando a maneira como o ambiente suporta as diferentes culturas que dividem o mesmo espaço e, assim, propiciam a vida em sociedade. Ao falar de Sentido, Lynch está mostrando que, um dado espaço ou um dado objeto, é capaz de ser usado diferente mente pessoas que, lhe atribuirão significados diversos, dependendo inclusive, das necessidades individuais de cada um, de acordo com sua idade, gênero, posição social, cultura, ou até mesmo, sua profissão. E, ao falar de Adequação, Lynch está falando da maneira como as pessoas não alteram necessariamente o espaço em si, mas alteram o uso e, logo, utilizam determinado espaço para satisfazer suas necessidades individuais sem alterar o espaço em si.
Logo, podemos ver claramente que, a maneira como os indivíduos tratam o espaço para satisfazer suas necessidades atuais, são formas de manifestação eventuais e, agregam valor ao espaço público em que vivem, à medida em que, não o deixam obsoleto e, atribuem sentidos de pertencimento cada vez maior ao espaço em que vivem. São formas de manifestações individuais que, em conjunto, ajudam a conformar os eventos cotidianos no espaço público.



O RECORTE DO OBJETO DE ESTUDO

A formulação de diferentes tipologias espaciais s por, autores que, não necessariamente tocam diretamente no mesmo assunto, acabam por ampliar os significados do espaço e, a alteração de semântica espacial, propicia usos diversos. Tentando entender as atitudes de projeto e o rebatimento do uso enquanto imprevisto ao gesto arquitetônico, procuro elucidar as possibilidades de interferências que um arquiteto pode ter, ao insinuar encontros e possibilitar conflitos no espaço de sua responsabilidade.

Para comparas os dois autores que, tomei com principais referencias para o meu objeto de estudo, vou expor aqui, as visões individuais de cada um dos autores, a fim de, identificar o objeto de que tratam e, a partir do qual, comporei o meu objeto de estudo.

Para Debord:
“O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediatizada por imagens.” 3

Para Tschumi
“Não há espaço sem evento, nem arquitetura sem programa”

Debord diz que, o espetáculo tem uma importância muito maior que a importância imagética: ele tem a importância de interagir com a sociedade.

Essa interação, essa relação entre pessoas se conforma através: 1) das pessoas que promoveram o espetáculo; 2) das pessoas que participaram do espetáculo; 3) das pessoas que assistiram ao espetáculo.

Porem, o que Debord diz não explicitamente nesta frase é que: é o espetáculo que vai mexer com a imaginação de quem o assiste. Quem, na verdade produz as imagens é o espectador. O espetáculo não é estagnado, ele é movimento, tempo, ação e interação que, ajudam o espectador a produzir as suas próprias imagens, imagens estas que podem ajuda-lo a entender a sociedade em que vive. Logo, o espetáculo é o responsável pela produção de imagens no espectador.

Na afirmação de Tschumi, espaço e evento andam juntos enquanto que, arquitetura e programa também. Sendo a arquitetura uma arte que trata o espaço, a arquitetura também é uma arte que trata o evento pois, segundo o autor, o espaço não existe sem evento.

Na leitura do livro Architecture and Disjunction de Tschumi, entende-se que, ao falar evento, o autor não fala de espetáculo mas, sim, fala de ação, de conflito. Logo, o evento de Tschumi está mais para uma atitude, uma ação qualquer, ou até mesmo, de ações cotidianas enquanto que, o espetáculo de Debord é uma ação espetacularizada.

Podemos entender que, o espetáculo sempre é evento mas, o evento, nem sempre é espetáculo. Aqui se estabelecem a relação entre o espetáculo (Debordiano) e evento (Tschuminiano). Logo, se o espetáculo sempre é evento e, se o evento é matéria da arquitetura, tem-se a confirmação de que o espetáculo é matéria da arquitetura ou, se entendermos que Tschumi usa o termo arquitetura quando fala de cidade, podemos também entender que o espetáculo é matéria do urbanismo.

Ambos os autores tratam da ação no espaço e, logo, tratam de arquitetura e de cidade porém, enquanto falam da mesma coisa, possuem olhares que levemente se desencontram: um está preocupado com o evento e sua relação social, enquanto que, o outro está preocupado com o evento e sua relação espacial.

Partindo destes dois autores-referências, tentarei aqui definir uma visão comparativa em conjunto com os autores-complementares (Ascher e Lynch) e, poderemos ter uma visão mais completa do que se trata o objeto de estudo que dissertarei:



É interessante notar que, mesmo sendo visões completamente diferentes uma das outras, são visões que, não se anulam mas, tem o potencial de se complementarem.

Entendemos logo que, o cidadão urbano, não assume somente um papel único enquanto circula pela cidade, mas circula por entre diversos papéis sendo, ora empírico, ora usuário, ora agente e ora espectador e, dessa forma, a gama de ambientes que a cidade tem a oferecer para o cidadão é, algo extremamente complexo visto que, um mesmo lugar tem de se adequar a qualquer uma dessas ou outras possibilidades de ambiência ao seu cidadão, sob pena de se tornar um ambiente fraco e de uso rejeitado por parte deste.



A METODOLOGIA

Como propiciar o desenvolvimento de uma dissertação que, possa tratar o espaço enquanto lugar potencial para a manifestação de eventos heterogêneos?

Segundo o autor Geraldo Serra, em seu livro Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo, um projeto de pesquisa envolve:

“A coleta de informações diretamente do real, isto é, dos objetos-concretos, e a conformação de uma base empírica para as suas conclusões são a parte central e mais importante da investigação, pois é nesta etapa da pesquisa que todo conhecimento novo é produzido.”4

Logo, entendendo que sendo a arquitetura uma ciência social aplicada, nada mais óbvio que, a vivência do objeto no estado e na realidade em que se encontra, fazendo-se valer uma coleta de informações de fonte empírica para captar verdades cientificas, mesmo que, essas verdades possua um fator espaço-temporal extremamente definido.

Outras formas de levantamento de informações mencionadas em seu livro que, podem se adequar à este projeto de dissertação são: a pesquisa teórica e bibliográfica, o uso de questionários, pesquisas quantitativas e qualitativas e, simulações.

É interessante notar que, a verificação do projeto em seu desenvolvimento, sua construção e o uso agregado, é uma cadeia processual que, servirá como base para estudos comparativos entre o antes e, o depois, o projeto e o fim, o esperado e o evento. Logo, entendemos que, a atitude projetual é um fator que poderá trazer informações relevantes ao desenvolvimento da dissertação que, terá o potencial de se conformar em uma tese-projeto. A atitude projetual não é o objeto de estudo mas, precede à este e, dessa forma, a sua existência deve ser considerada enquanto fator influente neste objeto.

Procurarei espacializar a dissertação na cidade do Rio de Janeiro e, identificar espaços onde a freqüência de eventos é sensível e, logo, através de sistemas gráficos, identificar a localização destes eventos na cidade e, a maneira como esses espaços se conformam e, como suportam tais eventos, e, dessa forma, seria possível talvez, fazer jus à eleição de um espaço para que se conformasse em um estudo de caso.


Um fator interessante é que, através de uma base empírica, a reunião de informações pode por si própria, conduzir a pesquisa autonomamente, onde o processo de reunião de informações tem o potencial de assumir um caminho natural onde, a presença do cientista se dará para acompanhar este desenvolvimento e congregar as informações coletadas in loco e, compara-las às verdades cientificas já estabelecidas. Dessa forma, o processo metodológico tem o potencial de ser revisto em cada nova etapa de pesquisa e, assim, baseados também na intuição do cientista, este processo pode escrever um percurso próprio.



REFERÊNCIAS

1. ASCHER, François. Metapolis: Acerca do futuro da cidade. Tradução de Álvaro Domingues. Oeiras. Celta Editora. 1998. 49 p.
2. ASCHER, François. Metapolis: Acerca do futuro da cidade. Tradução de Álvaro Domingues. Oeiras. Celta Editora. 1998. 49 p.
3. DEBORD, Guy. A Sociedade do Espetáculo. Tradução de Estela dos Santos Abreu. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997. 4 p.
4.SERRA, Geraldo. Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo: Guia prático para o trabalho de pesquisadores em pós-graduação. São Paulo. Edusp: Mandarim. 2006. 183 p.



BIBLIOGRAFIA

ASCHER, François. Metapolis: Acerca do futuro da cidade. Tradução de Álvaro Domingues. Oeiras. Celta Editora. 1998.

DEBORD, Guy. A Sociedade do Espetáculo. Tradução de Estela dos Santos Abreu. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.

SERRA, Geraldo. Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo: Guia prático para o trabalho de pesquisadores em pós-graduação. São Paulo. Edusp: Mandarim. 2006.

Fixed and Flows: Potentialities of an empty urban space // Fixos e Fluxos: Potencialidades de um vazio urbano

Trabalho Final de Graduação, que trata da relação dos vazios urbanos cariocas como lugares potenciais para inserção de Apart-hotel-social, utilizando-se de técnica construtiva sustentável e materiais reutilizáveis para construção de edifícios de uso misto.
Classificado com conceito "Excelente", foi desenvolvido sob a orientação das Arquitetas Flávia de Faria e Andréa Borde.
Indicado ao Ópera Prima pela UFRJ.




International Competition // Art Fund Pavilion 2009

Projeto submetido ao julgamento do concurso internacional Art Fund Pavilion para, a construção de um pavilhão de arte temporário, em Londres.

Prancha de Relações e Diagramas:

Prancha de iluminação e conceito:

Prancha da ambientação exigida:
Prancha do sistema construtivo: